terça-feira, 31 de março de 2009

Hated - DIRT

DIRT é uma banda anarcopunk inglesa da década de 80, que caminhou até o final do século com algumas mudanças na formação e sempre cultivando a sagacidade à la crass com bastante singularidade.
"DIRT teve uma existência bem interessante. Conheceu muitas pessoas boas em seu caminho. Teve muitos bons momentos. Maus momentos. Algumas grandes tragédias. Uma coisa que permanece sendo verdade é que se você tem um sonho, uma idéia, algum entusiasmo, não deixe que lhe escape. Não o desperdice. Use-o."

(Hated) Odiad@


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(Do EP "Scent of the Kill")

Cortando através do céu varrido pela tempestade
O som das máquinas acorda a noite.
Uma explosão de orgulho perto de começar
Enquanto o céu se abre e tod@s nós decaímos.
Iludid@s pela promessa de uma vingança.
Um circo de morte para o qual não há fim.
Assumindo a posição de uma nação - um credo,
vítimas de consciência guiadas por uma necessidade.

Buscando liberdade e cercad@s em uma armadilha
A cobiça por um motivo que el@s nunca lamentarão.

Nascid@ da confusão mas gerad@ tarde demais.
Traíd@ com um beijo para selar meu destino.
O movimento pela sobrevivência, um espinho a meu lado.
Correndo pela causa ou apenas pelo passeio.
A emoção da caça, o cheiro do abate.
Não faça o que eu digo mas faça o que eu faço.
Carne no hálito e sangue nas mãos del@s.
Flertando com afeto ao violentar minha terra.

Buscando liberdade e cercad@s em uma armadilha
A cobiça por um motivo que el@s nunca lamentarão.

A emoção da caça, o cheiro do abate.
Não faça o que eu digo mas faça o que eu faço.
Carne no hálito e sangue nas mãos del@s.
Flertando com afeto ao violentar minha terra.

Buscando liberdade e cercad@s em uma armadilha
A cobiça por um motivo que el@s nunca lamentarão.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Right Now! - NAKED AGGRESSION

Naked Aggression é uma banda de Los Angeles bem conhecida pelos EUA. Apesar de manter relações estreitas com o "hardcore californiano" (arghhh!, hehe : P) tem letras políticas e posicionamentos bem interessantes, tendo realizado eventos em solidariedade ao Food Not Bombs, à organizações pro-choice, de combate à violência contra a mulher e de apoio a vítimas de violência. Também sempre tocam em ocupas.


Right Now! (Agora mesmo!)


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(Do EP "Right Now!")

Tanta guerra, tanta destruição
Vidas são desperdiçadas para produção
Tanta raiva, tanto ódio
Se as coisas não mudarem, a raça humana acabará
Serão os anos 90 outra década de apatia?
Iremos ficar sentados assistindo as coisas piorarem?
NÃO!
@s ric@s farão tudo para controlar o mundo e manter o seu poder
El@s vivem como a realeza
às custas de você e de mim

Agora mesmo!
Nesta nova ordem mundial
Agora mesmo!
Ninguém é livre
Agora mesmo!
As corporações são donas deste mundo
Agora mesmo!
Nós somos vítimas de sua ganância!

Subornando o governo
Destruindo o meio-ambiente
Assegurando-se que não haja suficiente
Para que possam manter seus preços altos
Há alimentos apodrecendo em armazéns enquanto as pessoas morrem de fome
Os grandes negociantes não os darão a estas pessoas para salvar suas vidas
Porque eles não terão lucro! AHHHHH!!
Todos os países devem obedecer
O que dizem as corporações
Se escolherem não cooperar
Exércitos serão enviados e el@s irão morrer

Agora mesmo!
Nesta nova ordem mundial
Agora mesmo!
Ninguém é livre
Agora mesmo!
As corporações são donas deste mundo
Agora mesmo!
Nós somos vítimas de sua ganância!

Você está preparado? Você tem o que é necessário? Para repensar o seu egoísmo e criar um mundo melhor?
Primeiro devemos destruir o sistema!

Agora mesmo!
Nesta nova ordem mundial
Agora mesmo!
Ninguém é livre
Agora mesmo!
As corporações são donas deste mundo
Agora mesmo!
Nós somos vítimas de sua ganância!

Se coisas não mudarem a raça humana acabará!

domingo, 29 de março de 2009

Ódio Vital - EXECRADORES

Execradores é uma banda anarcopunk de SP ativa desde o início dos anos 90. É bem conhecida por estas bandas, dispensando maiores apresentações. Teve uma trajetória longa e com muitas mudanças na formação, mas sempre mantendo sua simplicidade e força.

Ódio Vital


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(Do EP "Ódio Vital")

O que me leva a viver, se todos os problemas me cercam? Problemas estes que se perpetuam devido a ignorância humana. O racismo, a xenofobia, o sexismo, a homofobia, a religiosidade. Problemas que naturalmente me destruiriam, se não fosse minha gana de viver. Viver para lutar, viver para resistir, viver para contra-atacar. Enfim, anarcopunks.

Sentimento forte que move nossas vidas
Grande e emotivo, ações decisivas
Nos faz pensar, nos faz agir e nos leva adiante
O sangue correndo, sentimento constante

Ódio!
Ódio vital!
Pensar em destruir para recomeçar
Conceito, valores, formas de pensar
Destruir, transformar, revolucionar
Extremo sentimento que nos leva a pensar


"O nome, ÓDIO VITAL, é uma referência a este sentimento que nos dá vida e nos coloca a agir. O ódio nos coloca em constante pensamento e nos faz ver que ainda mos resta um pouco de vida para não nos submetermos a ordem social imposta pela nova organização pois não concordamos com o produto desta política e tentamos nos mexer o maior número de vezes possível, movidos por este sentimento, o ódio, que nos faz execrar tudo que vemos de errado pelo mundo afora. O nosso ódio, nos transforma e coloca nossa vida em total ação contra todos aqueles que nos oprimem."

sábado, 28 de março de 2009

Guere des Interets - 20 MINUTES DE CHAOS

20 Minutes de Chaos é uma banda anarcopunk das pessoas envolvidas com o selo Maloka, que tem resistido ao longo dos anos e até hoje lança coisas bem interessantes.

Guere des Interets (Guerra de Interesses)


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(Do Split LP com ΑΛΤ T.C. "Up The Punx - Fuck The Pope!")

Detrás da guerra, esconde-se um sentido
Diferente do pretexto de abolir os sofrimentos
Quando os exércitos atacam a golpes de morteiro
É para defender os interesses
Do capital das multinacionais
Que especulam desde uma mesa central
Indiferente à todos os banhos de sangue,
Todos os patrões querem para o seu dinheiro

A guerra, de interesses
Se aproveitam da inocência e destroem tantas existências
Para fazer com que cresçam suas contas bancárias

E quando a ONU envia tantos soldados
Seus comboios não são para defender
A razão de tanta compaixão
Depende dos compromissos do estado que pensa apenas em alinhar seus lucros

A guerra, de interesses
Se aproveitam da inocência e destroem tantas existências
Para fazer com que cresçam suas contas bancárias

À BASE DOS PRIVILÉGIOS

À base dos privilégios e que para o dinheiro
A guerra é justificada qualquer que seja o sofrimento

Como pode ele continuar a ser indiferente
Às injustiças das quais as vítimas são inocentes

Você que se compromete a servir os fascistas
Refletindo e ampliando, o sentido da sua aliança

A guerra, de interesses
Se aproveitam da inocência e destroem tantas existências
Para fazer com que cresçam suas contas bancárias

sexta-feira, 27 de março de 2009

Touched by violent hands - REACT

React: banda punk de Harwinton, Connecticut, com ex-membros do Defromed Conscience.

Touched by violent hands (Tocada por mãos violentas)


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(Do LP "Deus Ex Machina")

Tocada por mãos violentas
Tocada por mãos violentas

O ódio que ela sente. Não há mais refúgio.
Você se encolhe dentro de si mesma.
A raiva lá de dentro faz você correr e se esconder.
Não pode ser alcançada - uma raiva violenta.
"... volte para dentro" Deve voltar para dentro de seu abrigo?
Você deve libertar-se para poder respirar.
Não deixe a violência tomar o controle.

quinta-feira, 26 de março de 2009

A.C.R. - AMOR, PROTESTO Y ÓDIO!

Amor, Protesto y Ódio! foi uma banda de sampa bem representativa no cenário anarcopunk nacional.

A.C.R. (Anarquistas Contra o Racismo)


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(Do Split LP com Abuso Sonoro "Infanzia Armada")

Pessoas miseráveis são massacradas
por um sistema econômico racista
Indivíduos fardados garantem a repressão
de grupos confinados à submissão

Anarquistas Contra o Racismo
Pela igualdade e combate ao fascismo (2x)

Numa sociedade impregnada de ódio
se torna cúmplice de ataques nazi-fascistas
iludidas com idéias pré-concebidas
propagadas no cotidiano de forma sutil

Anarquistas Contra o Racismo
Pela igualdade e combate ao fascismo (2x)

Contra o racismo, pela igualdade
De todos os seres sem distinção
Sem preconceitos de cor ou raça
Tod@s unid@s contra a opressão


Seguem alguns textos bem antigos sobre o projeto A.C.R., que chegou a desenvolver-se em vários locais pelo país (São Paulo, Santos, Rio de Janeiro, Curitiba e Santa Catarina). Atualmente me parece que continua enquanto uma ONG no sul, para maiores informações entre aqui.

CONSTRUINDO UMA LUTA

Criado no final de 1992, começo de 1993, o Projeto A.C.R. foi idealizado e hoje é tocado por anarquistas e em maior número por militantes do MAP (Movimento Anarco-Punk), embora esteja aberto a participação de tod@s.
O movimento anarco-punk já tinha a luta antifascista e anti-racista como uma das bandeiras de luta antes da idealização do A.C.R., cada localidade onde havia o MAP, já vinha desenvolvendo um trabalho dentro da luta antifascista e anti-racista, porém as dificuldades existentes na época eram este trabalho era desenvolvido de forma superficial, completamente desconectado dos movimentos sociais que também desenvolviam a luta anti-racista e sem contato com as "minorias" étnicas e de gênero atingidas pelo preconceito, discriminação e pelo racismo.
Mesmo entre os núcleos do MAP o trabalho anti-racista carecia de estruturação orgânica, coesão e de intercâmbio internúcleos. A partir desta análise, alguns indivíduos de São Paulo que não participavam necessariamente dos mesmos coletivos iniciaram uma articulação local que transformou-se no que hoje é o Projeto A.C.R.
Desde o início já tínhamos claro nossa opção por organizar um projeto, um trabalho em conjunto, uma idéia que tivesse fácil circulação entre os coletivos e entre os vários indivíduos. O primeiro panfleto surgiu quando ia ser realizado um pedágio para arrecadar fundos para realizarmos algumas atividades. Este panfleto refletia nosso repúdio ao racismo cotidiano e em especial as ações cometidas no ano anterior pelos "white-powers", e foi assinado como "Anarquistas na Rua Contra o Racismo" (em março de 1993).
No mês seguinte (abril de 93), um adolescente negro de 15 anos foi morto pelo grupo nazi-fascista "carecas do ABC", na região de São Bernardo do Campo na grande São Paulo.
Os movimentos sociais anti-racistas, que já haviam se reunido em outubro de 1992, em repúdio ao ataque dos "white powers" à Rádio Atual (de programação dirigida a comunidade nordestina em São Paulo) e em protesto ao programa "Documento Especial" que deu voz aos neonazistas de São Paulo, voltam a se reunir em abril de 1993 som um clima de indignação e revolta face ao assassinato deste adolescente negro. Esboça-se na cidade de São Paulo a criação de um amplo fórum multiétnico, supra-político e multi-cultural contra a ação dos neonazistas, nós enquanto anarco-punks e com o embrionários panfleto participamos das discussões.
Vários segmentos da sociedade estavam ali representados: movimentos negros, mulheres, nordestinos, organizações judaicas, grupos de pesquisa, movimentos populares e sociais entre outros.
A reunião deu-se no Conselho Participativo da Comunidade Negra de São Paulo e marcou para nós o início de nossos trabalhos a nível de A.C.R. e o lançamento da pedra fundamental para direcionarmos nosso trabalho para uma inserção social enquanto militantes anarquistas/anarco-punks na luta contra o racismo, preconceito e a discriminação em geral.
O resultado dessa reunião foi a realização de uma grande passeata com mais de 4 mil pessoas no dia 13 de maio de 1993. Panfletos e carros de som repudiavam a ação dos neonazistas, clamavam por justiça e alguns juravam vingança.
Passada a indignação inicial, os meios de comunicação deixaram de divulgar o caso, nenhum neonazista foi preso, a dimensão inicial do fórum anti-racista foi esvaziado e quase tudo voltava ao normal.
Nós dissemos quase tudo...
... Dias após a passeata do dia 13 de maio, um militante nosso foi atacado e violentamente espancado por neonazistas do grupo "carecas do ABC", tomou vários pontos na testa, alguns dentes a menos e um pequeno afundamento facial.
Da nossa indignação face a mais esta agressão fascista, nasceu a convicção da necessidade de nos organizarmos enquanto anarquistas, anarco-punks e antifascistas e de nos articularmos com outros segmentos da sociedade, também alvos da violência neo-nazi-fascista.
Somente assim poderemos fazer frente a crescente ação de grupos de extrema direita e também desenvolvermos uma ação efetiva contra o racismo e outras formas de discriminação cotidianas.
Sabíamos que o Projeto A.C.R. e o MAP não poderia limitar seu combate a grupo skinheads, que apesar de violentos e homicidas em potencial, são apenas massa de manobra de setores ultra-reacionários, conservadores e nazi-fascistas da sociedade, nem entramos numa aspiral de violência com eles, pois estaríamos no campo deles, uma vez que a apologia e uso da violência, o culto a força física e a intolerância extremada são algumas das principais características dos skinheads.
Ao invés de nós entrarmos no campo da violência física com os fascistas, nosso projeto buscou e busca construir alianças com vários setores sociais para em conjunto traçarmos estratégias eficientes para coibir a ação da extrema direita e combater as manifestações cotidianas de racismo na nossa sociedade.
Todas estas constatações a partir de São Paulo encontraram terreno fértil em vários núcleos do MAP pelo Brasil, núcleos estes que posteriormente vieram a fazer parte do projeto A.C.R., no caso Santos, Rio de Janeiro e Curitiba.
A ampliação do Projeto A.C.R. a outras localidades foi um fato determinante para torná-lo mais coeso e produtivo, uma vez que o crescimento do nosso projeto sempre foi mais qualitativo do que quantitativo.
Os núcleos existentes atualmente Criciúma, Curitiba, Rio de Janeiro, Santos, São Paulo (e um núcleo colaborador em Cruzeiro - SP) buscam desenvolver trabalhos com as comunidades e movimentos sociais de suas regiões dentro de uma linha geral de conduta aprovada de forma horizontal por todos os núcleos.
Trabalhos estes que buscam resgatar a capacidade de auto-organização da sociedade despertando a população e os movimentos sociais anti-discriminatórios, para a necessidade de criarmos instâncias de luta contra todas as formas de preconceito, racismo e discriminação.
Defendemos com veemência a criação de fóruns multi-étnicos, supra-políticos-religiosos e multiculturais como forma dos vários segmentos atingidos pela intolerância racial da sociedade, reagirem e construírem instâncias sociais combativas e atuantes onde a democracia étnica seja um fato e não um engodo.
Buscamos com nosso trabalho, enquanto projetistas, um permanente aperfeiçoamento dos métodos de ação tornando mais visível, coeso e eficiente nossa resistência e nossa batalha.
Batalha esta que desenvolvemos de forma apaixonada, buscando superar assim uma a uma as adversidades que encontramos pelo caminho, e que não são poucas.
Batalha esta que travamos com nossos punhos cerrados, com nossa bandeira negra hasteada e com a disposição de quilombolas com anabolas que somos.
SOMOS O A.C.R.!!! SOMOS O M.A.P.!!! SOMOS OS ANARQUISTAS CONTRA O RACISMO!!

Setembro de 1999.


O PROJETO A.C.R. E A LUTA CONTRA O RACISMO

Os projetistas do A.C.R. buscam atuar nas mais distintas instâncias da luta contra o racismo, tanto intercambiamos com grupos de estudos, como com pesquisadores, também com grupos étnicos específicos, homossexuais, grupos de mulheres, com organizações sindicais, culturais, políticas e até religiosas.
Nossa presença mais constante é junto ao movimento negro, devido a diversidade de entidades que atuam no mesmo. Esta nossa participação junto a entidades do movimento negro não deve ser confundido com sermos integrantes do mesmo.
Quando colocamos que não somos parte integrante do movimento negro, estamos definindo que em nossa avaliação, o mesmo tem pontos específicos com os quais nós concordamos, mas não nos encaixamos. O trabalho deste é baseado entre outras coisas, no resgate histórico e cultural do povo negro, como forma de desenvolver a auto-estima, promover a conscientização e incentivar a luta das novas e velhas gerações do povo negro contra esta sociedade racista e excludente. Esse é um dos pontos que embora nós do A.C.R. não desenvolvemos especificamente, mas damos irrestrito apoio.
Quando sentamos à mesa junto a organizações do movimento negro e outros fóruns, o fazemos na qualidade de aliados permanentes na luta anti-racista. Nós, enquanto aliados, temos fórum específico de discussão e metodologia própria de organização.
Buscamos outras organizações de luta contra o racismo e a discriminação para intercambiar idéias e ações, nunca nos colocamos na posição de ensinar ninguém à lutar, afinal, quem mais do que o próprio oprimido para saber onde é que "bate a chibata".
Portanto, nos aproximamos destes fóruns buscando debater e agir em comum acordo, na medida do possível. Buscamos conhecer cada vez mais a realidade dos negros, dos nordestinos, dos homossexuais entre outros, para tentarmos traçar estratégias eficientes de luta contra o racismo e a discriminação.
Cremos que o pluralismo na luta contra o racismo é algo que deve ser incentivado, pluralismo este que deve expressar a diversidade política, cultural, étnica, religiosa e ideológica que torna o Brasil "sui generis" devido às condições continentais e populacionais frente ao racismo. Os vários fóruns de grupos étnicos, grupos específicos e os demais devem estreitar laços e descobrir afinidades para juntos combaterem as várias facetas do racismo e da discriminação.
O projeto A.C.R. é multiétnico, temos pessoas de várias etnias que desenvolvem conosco este projeto. E é nessa condição que o A.C.R. atua, qualquer fórum que busque contato conosco interessado apenas nos negros, homossexuais, judeus, brancos, azuis, lilases ou manetas do A.C.R., não encontrará respaldo nosso. Somos integrantes de um projeto, como já dissemos, multiétnico e como tal atuamos, sem qualquer divisão por etnia, orientação sexual e outros pontos que possam fragmentar nossa coesão e enfraquecer nossa luta.
É nessa condição, que nós projetistas nos colocamos à disposição dos grupos anti-racistas, para juntos atuarmos e juntos vencermos a luta contra toda e qualquer forma de racismo, preconceito e discriminação, venham eles de onde vierem.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Nakedness as Insult - BREAD AND WATER

Bread and Water era uma banda muito foda, lá de Dallas, Texas, ativa desde 98 e que acabou faz alguns anos.

Nakedness as Insult? (Nudez como um insulto?)


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(Do LP "bread and water")

o homem era doente, muito antes das revistas e filmes
então é considerado sexismo, mostrar o corpo humano?
quem você está protegendo, e ao mesmo tempo oprimindo?
de quem é essa competição?
quem realmente gostaria de ganhar?
nudez como um insulto?
ou apreço pela beleza natural?
uma questão de inteligência, uma questão de escolha pessoal
que deve ser analisada individualmente, e não de maneira esteriotipada
se é uma doença precisa ser enfrentada,
ao invés das pessoas de todos os lados serem ignoradas, confrontadas e oprimidas

terça-feira, 24 de março de 2009

Twlight of my sanity - DETESTATION

Detestation foi uma banda punk de Portland que teve duração relativamente curta, de 95 à 98. Apesar disso, tiveram vários materiais lançados, inclusive um split EP com o Abuso Sonoro. O fato de ser uma banda idolatrada principalmente por toda uma geração de punx idiotas e canalhas (que jamais devem ter lido uma letra sequer) sempre me desmotivou a conhecê-la além de superficialmente e a tomá-la como desinteressante. Um grande engano.

Twlight of my sanity (Crepúsculo de minha sanidade)


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(Do EP "Blood of the Gods")

Houve várias pessoas em nossas vidas que nos inspiraram de uma maneira ou de outra, muitas delas permanecem vivendo plenamente, vidas vibrantes, e continuam mantendo-se como exemplos de realização e integridade. A elas nós dedicamos nossa admiração e respeito. Outras foram embora; ou morrendo fisicamente ou emocionalmente, ou simplesmente desistiram e seguiram seu caminho. A elas nós dedicamos esta canção.

Eu vi @ mais sincer@ consumid@ por sua própria ganância
Eu vi @ mais just@ se vender na velocidade da luz
Por um trabalho ou dinheiro ou a promessa de uma vida segura e quente
Complacência incorporada em sua mais conveniente forma
Isso pode acontecer da noite para o dia ou se arrastar pelos anos
Perseguid@ à espreita por formas espectrais de temores nunca presentes

Eu vi meus/minhas amig@s se transformarem em exauridas carcaças sem vida.
Afundando lentamente na areia movediça de seus infernos vivos particulares
Eu vi o brilho da vida vagarosamente desbotar em seus olhos
Enquanto a correnteza @s levava ao esquecimento e destruição auto-induzidas
Agarrad@s à beira do abismo de seus desesperos
Procurando pela resposta que provavelmente não está lá

Eu vaguei por becos, cemitérios repletos de sonhos perdidos
Garrafas quebradas ressoando como badaladas de gritos desesperados
Eu sinto minha sanidade escorregando como um manto funerário podre
Um mundo nu, desvelado de significado me faz querer chorar bem alto
O esquecimento me intima como um chamado de sirenes desoladas
É tão tentador responder, apenas dizer foda-se tudo
Crepúsculo da minha sanidade, crepúsculo da minha mente
Estou cansad@ da busca fútil pela paz que eu não posso encontrar

segunda-feira, 23 de março de 2009

The second rape - AUS-ROTTEN

Banda anarco/crust punk de Pittsburgh, na Pennsylvania, Aus-Rotten foi bastante conhecida, tendo chegado ao seu fim em 2001.

The second rape (O segundo estupro)


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(Do LP "The Rotten Agenda")

A cada 45 segundos uma mulher é estuprada
Nossa cultura sexista não permite saída
Esse crime violento está longe da obscuridade
Quando a taxa de vítimas é uma a cada três
A sociedade condiciona homens a serem estupradores
E nossa indiferença perpetua isso
Com linguagem pejorativa que tende à desumanizar
Facilitando para os homens fazerem vítimas
E a imagem pornográfica que ajuda a retratar
As mulheres como legítima presa sexual
Quando o sexismo está incrustado no nosso sistema judiciário
Não é surpresa quando os tribunais não escutam
E os papéis de agressor e sobrevivente se tornam distorcidos
Então a maioria dos estupros nunca são relatados
A ameaça do estupro está sempre presente
É como um veneno que impregna o ar
A sociedade afetada por uma doença cancerosa
Onde os homens sabem que podem fazer como quiserem

Me diga qual é a punição para o estupro
Me diga quanto tempo de cadeia irá durar
Quando uma dessas três mulheres será estuprada
Me diga que merda irá acontecer

Você me vê com minha camisa de corte curto
ou sapatos de salto-alto ou mini-saia
mulher é a vítima que você deseja
você diz que você não pode resistir ao seu fogo predatório

Me diga porque eu continuo culpada e acusada
Me diga quando sou espancada e abusada
Quando o meu corpo é o que foi estuprado e corrompido
Me diga porque sou a única sendo julgada

Advogado de defesa: Você conhece o homem que "supostamente" te atacou?
Vítima?: Sim, eu conheço o homem que me estuprou.
Advogado de defesa: E este senhor não é um amigo seu?
Vítima?: Bem, eu achava que ele era um amigo meu.
Advogado de defesa: E você tinha bebido naquela noite que ele "supostamente" te atacou?
Vítima?: Eu tomei um ou dois drinks, isso é um crime?
Advogado de defesa: Eu faço as perguntas, se você não se importar!
- O que você estava usando? Como você reagiu?
Vítima?: Meu guarda-roupa não é um convite para que um homem me ataque.
- Eu não agi de qualquer forma que fizesse com que isso acontecesse. Porque estou sendo julgada? O que eu fiz de errado?
Advogado de defesa: Você pode dizer ao júri porque permitiu que isso acontecesse?
Vítima?: Eu estava em estado de choque. Não conseguiria tê-lo impedido.
Advogado de defesa: Você alega que foi estuprada mas como saberemos?
Vítima?: Eu disse não, eu disse não! Eu disse não, não, não!
Advogado de defesa: Não é verdade que você é apenas uma mulher desprezada?
Vítima?: Sou uma mulher que foi estuprada e rasgada.
Advogado de defesa: Meritíssimo, peço que esse caso seja anulado,
- tudo se resume a palavra dela contra a dele!
Eu posso não ter feridas por todo o meu corpo
Eu posso ter bebido um pouco na festa
Mas quando eu fui para o quarto dele nunca poderia adivinhar
Que ele forçaria o meu não a significar sim

Me diga porque eu sou culpada desse crime
Me diga porque a responsabilidade é toda minha
Quando as mulheres sofrem um segundo estupro durante julgamento
O tribunal ajuda os estupradores a violar e corromper



Você não pode quebrar o meu espírito. *

Eu não queria transar com ele. Ele estava entrando e saindo do meu corpo, seu peso me pressionando contra a cama, sua respiração ofegante e molhada contra meu pescoço e tudo o que eu conseguia pensar era que eu não queria transar com ele. Eu nunca o vi em um contexto sexual durante toda nossa amizade. Eu nunca nem por um momento estive suavemente curiosa sobre como seria estar fisicamente íntima com ele. Na verdade, eu nunca o achei atraente. Ele não era um grande amigo, mais um conhecido casual que eu procurava sempre que a Spitboy estava em turnê e tocava em sua cidade ou sempre que a banda dele estava em turnê e tocava pela Bay Area. E foi exatamente assim que eu acabei nesta situação em primeiro lugar. A banda dele estava tocando na rua Gilman e eu desci para o show para assisti-los tocando e para me distrair. Eu acabei socializando durante o show e nem sequer assisti-los tocando. Ele até dedicou uma canção pra mim e eu não soube disto até que alguém comentou comigo, mais tarde na noite. Eu e ele conversamos um pouco durante o show e depois que todo mundo acabou de tocar, um grupo de pessoas se dirigiu até uma casa punk da localidade para uma festa pós-show. Quando começou a ficar tarde e as pessoas ainda estavam festejando, eu ofereci para ele um lugar para ficar na minha casa. Como ele não bebe, eu imaginei que seria um saco para ele ter que passar a noite na casa, onde as pessoas estavam cada vez mais bêbadas e acabadas. Eu não estava bebendo naquela noite, então eu ofereci para ele um lugar calmo para cair. Nós fomos para meu apartamento e fizemos chá, sem realmente conversar sobre qualquer coisa vital ou importante, só papos bem comuns. Eu expliquei que ele poderia dormir no chão, mas que confiava nele e estaria confortável com ele dormindo na minha cama. Nós fomos para a cama, eu virei de costas para ele e ele encostou-se em mim, com seu braço em volta da minha cintura. Pra mim estava bem estarmos aconchegados, então eu não reclamei e nem lhe pedi para que me deixasse. Sua mão começou a esfregar minha barriga e então foi em direção aos meus seios. Eu fiz ele parar e expliquei que eu não estava afim de sexo. Que ficarmos aconchegados estava bom, mas nada sexual. Nós nos deitamos de costas de novo e ele ficou quieto por um momento, e então sua mão começou a esfregar minha barriga novamente, movendo-se até o meu peito mais uma vez. Desta vez, ele também começou a persistir verbalmente. Eu fiz ele parar de novo, mas depois de um curto momento ele começou novamente. Eu interrompia, ele começava. Para trás e para frente. Finalmente, eu desisti. Sucumbi a sua pressão. Eu concordei em fazer algo que eu não queria fazer. Durou alguns poucos minutos, e depois ele rolou de cima de mim e eu coloquei meu pijama de novo, me afastei para bem longe dele, e nunca mais falei disto até agora.

Parte desta coluna foi inspirada pela coluna da Arwen Curry na Maximum Rock N Roll # 247, onde ela aborda a questão de confrontar estupro e abuso sexual na cena punk. Se você não leu o artigo dela, por favor leia. Ler o artigo dela levantou muitas questões para mim que envolvem o que as mulheres consideram abuso sexual e o que elas consideram o fardo pra toda vida de ser uma mulher. Os comentários indesejados, o ocasional toque / agarro anônimo em um show lotado, os bêbados desajeitados numa festa... são estes aspectos de ser uma mulher que nós todas simplesmente teremos que esperar? Se alguém agarra a bunda de uma mulher em um show, a banda vai parar de tocar e todo mundo vai parar o show, pegar o agressor e chutá-lo para fora e falar para que ele nunca mais volte? Rotulá-lo como alguém que abusa sexualmente as mulheres e deixar claro que ele é indesejado na cena punk? Ou o show apenas continua seguindo? Infelizmente, eu estive em muitos shows onde uma mulher recebeu contato sexual indesejado e os shows sempre seguiram noite adentro.

Ler o artigo da Arwen também trouxe à tona questões que me fizeram agonizar durante muito tempo. Existem homens na cena punk que eu conheço que abusaram sexualmente de mulheres. Existe o cara de uma banda que chorando me contou sobre como ele transou bêbado com uma menina em um jardim e ela estava chorando e obviamente não estava afim daquilo e ele fez do mesmo jeito. Tem o cara que está direto na MTV que me contou sobre como ele costumava deixar as garotas desmaiadas de bêbadas e então fodia elas. Ou o cara que leva o selo de discos que levou uma amiga minha para casa quando ela estava bêbada e mesmo quando ela disse não para ele repetidas vezes, ainda assim ele a forçou. Ela descreveu graficamente para mim como ela estava dizendo não enquanto ele estava forçando passagem para dentro do corpo dela. Estes são homens de bandas que você reconheceria instantaneamente. Homens bem considerados e respeitados na cena punk. Homens que escrevem para fanzines que você lê. Todos esses eventos que foram compartilhados comigo aconteceram muitos e muitos anos atrás e alguns poucos homens expressaram profundo remorso, arrependimento e culpa sobre o que aconteceu. Então isto é um motivo para manter silêncio? Esses homens serão banidos da cena punk e colocados para sofrer da mesma maneira que as mulheres que eles estupraram sofreram? Até onde posso dizer por todas as vezes que essa questão foi levantada na cena punk, não. Não, eles não irão sofrer. Não, eles não irão pagar um preço. Não, eles não irão perder nada de sua estima e valor na cena punk. Não, eles não serão exilados e punidos.

Na minha situação que eu descrevi para você anteriormente, tudo que eu queria era aconchego. Ter um amigo dormido perto, ter a chance de conversar e oferecer a ele um lugar seguro para cair e para que ambos confortavelmente caíssemos no sono. Ao invés disso, eu fui manipulada e coagida a fazer sexo com alguém com quem eu nunca quis fazer sexo. Eu poderia ter dado um soco nele, dado um tapa, gritado por socorro, empurrado ele para fora pela porta, pedido que dormisse no chão... eu tive opções. Mas eu estava fraca e ele forçou caminho entre a fraqueza até que conseguiu o que queria. Eu penso em todas as mulheres por aí afora que lutaram para encontrar sua voz para dizer não. As mulheres que disseram não e tiveram isto desconsiderado. As mulheres que desmaiaram bêbadas em festas e acordaram durante seu estupro. Os momentos em que estamos vulneráveis e essa vulnerabilidade é explorada. As vezes em que estamos fracas e que esta fraqueza é usada contra nós. Eu fico tão desestimulada e aborrecida, imaginando como isto pode chegar ao fim. Mas eu também penso nas vezes em que as mulheres que eu conheço foram mais fortes do que eu jamais imaginei que um ser humano poderia ser. Quando a palavra NÃO foi gritada para fora, para o mundo, para que todos ouvissem e respeitassem. Quando as mulheres se negaram a ser vitimizadas, se negaram a ser manipuladas, eu abraço os momentos em que nós como mulheres nos movemos através do mundo com uma poderosa força e graça que irradia de nós como ondas de choque. Vivenciar essa experiência me ensinou que eu nunca, jamais, quero me sentir daquele jeito de novo. Ensinou-me o poder de dizer não e me deu a força para encontrar uma forma de dizer não de maneira firme. Desde aquela experiência, eu nunca mais permiti que alguém me manipulasse para o sexo. Quando eu digo sim, é porque eu quero dizer sim. Eu gostaria nunca ter vivido aquela experiência sexual, mas eu consegui pegar a dor e transformar em raiva. Eu peguei aquela fraqueza e a transformei em força.

Paz / Igualdade,
Adrienne

* Este texto é uma “tradução livre” da coluna BRUTAL, publicada na revista anarcopunk norte-americana Profane Existence (# 44, páginas 4 e 5, 2003). Esta coluna é escrita por Adrienne Droogas, ex-vocalista de bandas como Spitboy e Aus-Rotten.

domingo, 22 de março de 2009

The strength of the struggle - CONTRAVENE

"Nosso destino se tornou oculto de nós agora. A face de nosso sol desapareceu e nos deixou em total escuridão. Nós temos, entretanto, a certeza que uma vez mais ira retornar, uma vez mais ira surgir, uma vez mais irá brilhar para tod@s nós. Mas enquanto permanece na terra d@s mort@s, deixe que tenhamos pressa para nos encontrarmos, deixe nos reunirmos juntos........"
Cuauhtemoc, "Águia que descende" (retirado de suas últimas palavras para seu povo)

Contravene foi uma banda anarcopunk do Arizona que acabou faz alguns anos, deixando muitas saudades! : (
"Contravene foi formada no outono de 1999. Nós somos uma banda anarco/peacepunk com influência de metal e letras políticas. Nós compartilhamos fortes crenças sobre igualdade, direitos dos animais e (ainda somos) fortes anti-racistas / anti-homofobia. Mesmo tendo havido muita negatividade na maioria de nossas letras, já que a maioria delas era sobre problemas e interesses que afetam a maioria de nossa na terra em algum nível, nós esperamos que a tomada de consciência sobre esses temas permita que as pessoas façam mudanças em suas próprias vidas para ajudar a melhorar as condições para todo mundo, para ampliar a solidariedade entre uns e outr@s e para fazer do mundo um lugar melhor. Obrigad@ a tod@s as pessoas que tocaram nossas vidas ao longo dos anos - pessoas que nos deram lugar para ficar enquanto estávamos em turnê, agendaram shows para nós, cozinharam para nós, escutaram nossos discos, nos escreveram cartas inspiradoras, vieram a nossos shows e que foram/são nossos amig@s - nós te amamos e nós nunca esqueceremos. Obrigad@ por tudo! Amor, Contravene."

The strength of the struggle (A força da luta)

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(Do 4-way Split LP "Innate rebellion" com Contavene, Resist and Exist, Fallas Del Sistema e Resistant Culture)

Você pode vê-la nos olhos de uma criança. Você pode ouvi-la na voz dos velhos. A luta por significado, por razão, aceitação, completude. Os olhos da esperança e a voz da razão. As palavras de sabedoria e a força de uma visão. A verdade está escrita em todos os nossos olhos. É a força e a fraqueza. O ato compartilhado de escolher viver nossa própria vida. Existe força nessa luta e é mais do que palavras e escritos. É viver e morrer. É rir e chorar. É aprender e ensinar. É esforçar e alcançar. Para pegar de volta e reconstruir nossas vidas. Para pegar de volta e reconstruir nossas vidas. É a voz da razão e os olhos com uma visão que me fazem continuar seguindo. Para lembrar aquel@s que vieram antes, @s que eu amei, odiei e adorei. Por tudo que eu já vi e senti. Foi dado e negociado. E por tudo que ainda está por vir. Isto é para nossas lutas, nossas vidas, nossos problemas, nossos tempos. Para protestar - resistir - agir - persistir. Pela vida e amor. E aquel@s com a coragem de dizer agora já basta. Sim, isto é para você - meu/minha amig@, amante, minha irmã, meu irmão. Minha mãe, meu pai, aquel@s que não existem outr@s iguais. Meu passado, meu presente, minha esperança pelo futuro. Meu filho e minha filha, avó, avô, e tod@s aquel@s que eu vi passarem pela vida. Vamos pegar de volta e reconstruir nossas vidas. Para que possamos ouvir à razão e guardar essa sabedoria. E finalmente ter a força para olhar nos olhos de nossas crianças. E saber que nós não estamos alimentando-as com mentiras. Que nós pegamos de volta para reconstruir nossas vidas.

sábado, 21 de março de 2009

I´m not a tourist - I live here - ACTIVE MINDS

"Nós não somos turistas - a terra é nossa casa e nós temos o
direito de defendê-la contra aqueles que tentarão destruí-la."
Active Minds é uma banda de UK ativa desde a década de 80, com vários materiais lançados ao longo dos anos.

I´m not a tourist - I live here (Eu não sou turista, eu vivo aqui)


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(Do EP "I´m not a tourist - I live here")

"Pense globalmente, aja localmente" - você compreende o que isso significa?
Significa que você deve procurar por maneiras práticas de tentar dar vida a alguns de seus sonhos. O "amplo contexto" é às vezes amplo demais. Faz com que seja fácil evitar coisas menores à nossa volta que causam a destruição do nosso planeta. Se nós assumirmos que não há esperança, então estaremos garantindo isso. Você é um(a) cidadão(ã) da Terra, então deveria reivindicar seu direito de permanecer. Não aja como um(a) turista, que está apenas visitando por um dia. Tome uma posição. Faça algo, não importando quanto insignificante pareça. Ajude a preservar o ciclo que vem seguindo pelos anos.


Ao se envolver com ações ou campanhas políticas, você não deve estabelecer expectativas muito altas. Você não irá mudar todo o mundo por sí mesm@, mas isso não significa que você não pode fazer progressos. Se nós iremos fazer uma mudança fundamental em nossa sociedade, então a estrutura atual deve ser desmantelada pedaço por pedaço, e você precisa concentrar seus esforços no que você pensa que você pode realmente atingir. Se pessoas suficientes estiverem fazendo isso pelo mundo, então as mudanças maiores podem e irão acontecer.
Você não deve se deixar desanimar pelo tamanho dos problemas a serem superados em uma escala mundial. Ajuda concentrar-se em coisas que você pode fazer em sua área local, e também ajuda tentar criar algo positivo, ao invés de sempre fazer ações negativas (como por exemplo, ações que irão se opor a algo) porque desse modo suas realizações irão parecer mais tangíveis e irão encorajar tanto a sí mesm@ como a outr@s.
Por exemplo, se você for se opor à maneira como os grandes negócios e o estado controlam a vida das pessoas por meio da economia capitalista, então tente pensar em coisas que você possa fazer para oferecer alternativas. Talvez você consiga instalar uma cooperativa, ou tentar instalar uma moeda com a qual as pessoas possam tomar uma papel ativo em tocar suas próprias economias.
Geralmente há algo positivo que pode ser feito se você pensar sobre apropriadamente. Essas ações podem não parecer uma grande coisa, mas todas elas ajudam a gerar pequenas mudanças que, colocadas juntas, vão criar as grandes mudanças que nós queremos ver. Você tem quaisquer idéias melhores? Então as faça!
"Toda jornada de milhões de milhas começa com um simples passo."
[Active Minds, fevereiro de 1997]

sexta-feira, 20 de março de 2009

Trapped - LOST WORLD

Banda anarcopunk alemã surgida à partir do fim de outra banda, Day by Day.

Trapped (Encurralad@)


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(Do LP "Tot aber haltbar")

É um pesadelo ver para onde a humanidade está se dirigindo
Acelerando ladeira abaixo com os olhos abertos em direção ao fim

Olhos abertos se recusando a ver
Assim você não precisa encarar a realidade
Vote em seus próprios opressores que sorriem para você
Enquanto planejam chutar seu traseiro

Toda participação no jogo deles
Prova que você é um número sem significado das massas
E é tão difícil escapar - tão fudidamente difícil

Todo passo que você dá faz de você
Um apoiador da máquina assassina
Manipulado como uma evidência para
A superioridade da raça humana
E é tão difícil romper com isso - tão foda

Palavras não são palavras
Quando paz significa guerra e comércio significa roubo
E nada vai mudar
Quando tantos amigos "de dentro" são um espelho da sociedade

Use sua cabeça para romper com isso
Use seus olhos para ver
Use suas mãos quando você encarar a realidade

quinta-feira, 19 de março de 2009

Apocalyptic Prison Struggle - RESIST AND EXIST


Resist and Exist é uma banda anarcopunk da Califórnia. Foi e continua sendo uma das mais inspiradoras. Em postagens futuras falaremos mais sobre o seu papel no meio anarcopunk. ; )

Apocalyptic Prison Struggle (Luta Apocalíptica na prisão)

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(Do Split LP com Phobia)

A solidariedade das ruas deve ser estendida além para aquel@s que estão pres@s.
Nós devemos provar a est@s lutador@s da liberdade que el@s jamais serão ignorad@s.

Esta música é para @s pres@s polític@s... esquecid@s por seus próprios movimentos. Para essas pessoas que se comprometeram a desafiar a injustiça!

Vamos por um fim nas nossas privilegiadas disputas sectárias.
Apesar do rótulo a luta é por Libertação!

Esta música é para @s pres@s polític@s... esquecid@s por seus próprios movimentos. Não esqueça as condições desumanas, o desespero da repressão final!

É necessário mais do que escrever cartas, nós temos que levantar fundos e fazer manifestações; temos que educar o público, temos que estudar o papel das prisões.

Esta música é para @s pres@s polític@s... esquecid@s por seus próprios movimentos. Apesar das diferenças políticas essas pessoas não podem ser abandonadas!

Tortura psicológica, humilhação e abuso desumano. Isolad@s em celas destituídas de vida. Suas famílias destruídas nas mãos do Estado.
Tempos difíceis para ativistas porque el@s são uma ameaça. A luta deve continuar forte para a libertação. Liberdade para @s prisioneir@s, ALF, ELF, revolucionári@s
A repressão do Estado deve ser tratada. Até tod@s serem livres, libertação ou morte!

Esta canção é dedicada às/aos importantes guerreir@s de nossa luta:

Jeff Luers
Craig
marshall
Matt Whyte
Peter Schnell

Robert Lee Thaxton
Matt Lamont
Robert Middaugh
Ali Khallid Abdullah

Às/aos pres@s do United Freedom Front,
pres@s anti-imperialistas,
pres@s do Black Liberation Army,

pres@s do MOVE,
pres@s da luta indígena,
e às/aos pres@s do Earth and Animal Liberation Front (ELF & ALF)…

Vocês jamais serão esquecid@s. Em um dia próximo os muros das prisões serão derrubados e vocês tod@s retornarão para casa.

- Jeff “Free” Luers e Craig “Critter” Marshall: eram ambos anarquistas membros da ELF, presos por terem incendiado três automóveis. Enquanto Critter foi sentenciado a 5 anos, Free acabou sendo condenado a 22 anos, posteriormente reduzidos para 10 anos. Critter já se encontra em liberdade, enquanto Free pode sair em dezembro de 2009. Contato: [Jeffrey Luers # 13797671 / CRCI / 9111 NE Sunderland Ave Portland, OR 97211-1708]

- Matt Whyte and Peter Schnell: foram presos próximo a Santa Cruz, na Califórnia, acusados de tanter incendiar um caminhão de leite. Schnell foi sentenciado a 2 anos e Whyte a 14 meses. Ambos já se encontram em liberdade.

- Robert Lee Thaxton: também conhecido como “Rob Los Ricos”, era um preso político anarquista que provavelmente foi libertado no 2º. Semestre de 2006. Estava preso no Oregon, cumprindo uma sentença de 9 anos pela acusação de ter atirado uma pedra em um policial durante um Reclaim the Streets, em 1999. Mais informações aqui.

- Matt “Rampage” Lamont: anarquista e anti-fa preso em 2002 acusado de tentar explodir um show White Power na Califórnia, Matt foi condenado a três anos de prisão. Já estava em condicional quando, após descobertas algumas irregularidades na abordagem policial, sua condenação foi desconsiderada.

- Robert Middaugh, “Ruckus”: ativista anti-racista, foi preso em uma manifestação de 1º. de maio em Long Beach, na Califórnia, acusado de agredir um policial durante o ato. Como havia sido condenado à três anos, provavelmente já deve estar em liberdade.

- Ali Khalid Abdullah: preso político negro, anarquista, condenado à prisão perpétua por justiçar um traficante que aceitaria uma menina de 11 anos de idade como pagamento de uma dívida de drogas. Você pode ler um texto dele aqui. Contato: [Ali Khalid Abdullah / s/n 148130 / 3225 John Connley Drive / Lapeer, MI 48446, USA / Komboa@yahoo.com]

Para mais informaçõs sobre pres@s polític@s, entre aqui.


quarta-feira, 18 de março de 2009

L'infame - LA FRACTION

La Fraction é uma banda da França que permanece ativa e vinculada ao circuito punk/libertário.

L'infame (Infame)


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(Do LP "La Vie Rêveé")

Ele provavelmente
Vive sob o sol,
Porque ama o seu calor.
Seus raios sobre a pele
Queimando sentimentos,
Porque ele é diferente.
Ele apenas conhece o medo
Pelos olhos de outras pessoas.

Sou presunçosa
Por ter procurado amá-lo,
Para que ele pudesse encontrar novamente
O que lhe havia escapado
Ao longo de todos os anos
Um pouco de humanidade.
Ele apenas concebe o medo
Pelos olhos de outras pessoas.

Sim, eu quis amá-lo
Enquanto ele apenas preocupava-se
Consigo mesmo.
Através do meu sofrimento
Ele teve prazer,
Porque ele ama ver o medo
Dançando no seu olho.

Lá no fundo
Ele não ama ninguém.
Eu compreendi, mas tarde demais,
O que será de outra?

Uma vez seguro em me ter
Sob controle e dócil,
Ele conscientemente
Torturou-me com estilo
Lá no fundo
Ele não ama ninguém.
Eu compreendi, mas tarde demais,
Não é minha culpa.

Lá no fundo
Ele não ama ninguém.
Eu compreendi, mas tarde demais,
O que será de outra?

O que acontecerá comigo
Se eu tirar sua vida?
É este o preço a pagar
Pela paz em minha alma,
Para salvar outras mulheres
Da armadilha de sua loucura,
De sua infâmia.

Lá no fundo
Ele não ama ninguém.
Eu compreendi, mas tarde demais,
O que será de outra?


VEJA O MUNDO COMO ELE É... SINTA A VIDA COMO GOSTARIA QUE ELA FOSSE!
( A ) // ( E )